quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A estrela mais velha do UNIVERSO




A estrela mais velha do Universo



Supernovas semeiam a formação das primeiras estrelas do Universo
Supernovas semeiam a formação das primeiras estrelas do Universo, 13,6 bilhões de anos atrás
Um grupo internacional de pesquisadores acaba de descobrir a estrela mais velha conhecida em todo o Universo. Segundo as estimativas da equipe, ela deve ter cerca de 13,6 bilhões de anos. O Big Bang, por sua vez, aconteceu 13,8 bilhões de anos atrás.
A descoberta foi feita por Stefan Keller, da Universidade Nacional Australiana, e seus colegas na Austrália, nos Estados Unidos e no Reino Unido. O artigo descrevendo o achado foi publicado online no último domingo pela revista científica britânica “Nature”.
É um recorde significativo. As estrelas mais antigas conhecidas anteriormente tinham 13,2 bilhões de anos. Mas o astro conhecido como SMSS J031300.36-670839.3 (não tente decorar este número; até mesmo os astrônomos abreviam o código após a primeira referência) deixam todas elas para trás e nos oferece uma visão privilegiada de como eram as primeiras estrelas existentes no cosmos.
A pista que levou à descoberta foi o fato de que essa estrela não tem praticamente nenhuma presença de ferro em seu conteúdo. Não dá para dizer com certeza que o conteúdo de ferro é zero, mas observações feitas pelos astrônomos indicam que, se houver algum, ele representa menos de um milionésimo da quantidade existente em nosso Sol.

Pode não parecer, mas essa é uma evidência contundente da idade do objeto. Isso porque o Big Bang — o grande evento explosivo que teria dado origem ao nosso Universo, tal qual o conhecemos hoje — só foi capaz de produzir os três elementos mais leves: hidrogênio, hélio e uma pitadinha de lítio.
E o resto? De onde vieram o oxigênio que respiramos, o carbono que forma as moléculas essenciais à vida, o ferro que constitui o núcleo da Terra e os silicatos que compõem a superfície do nosso planeta? Eles só puderam ser fabricados pelas primeiras estrelas — astros gigantes azuis que, pela pressão exercida em seu núcleo pela gravidade, vão grudando átomos de hidrogênio uns nos outros para compor os elementos mais pesados. Ao final de suas vidas velozes e furiosas, essas estrelas explodem em supernovas, e todos esses átomos se espalham pelo espaço, onde semearão nuvens de gás que darão origem à geração seguinte de objetos estelares.

                                                 Luana Gabrielle Brito Da Silva

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